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Tártaro em animais de companhia

RODRIGO EDUARDO DE BORTOLI | CRMV-SP 14.640
Médico Veterinário

O tártaro em animais de companhia é muito mais comum do que podemos imaginar, tanto nos gatos quanto nos cães, embora haja uma incidência maior em cães, independente de raça ou sexo. O porte dos animais pode sim trazer uma casuística maior, ou seja, animais de pequeno e micro porte estão entre os mais acometidos, em função do tamanho dos dentes x tamanho da arcada dentária.
Animais de porte maiores tem um espaço maior entre os dentes, dificultando assim o acúmulo de resíduos alimentares entre os mesmos. A formação do tártaro se inicia com a placa bacteriana, ou seja, restos alimentares e de bactérias naturais da boca e da saliva dos animais, que se aderem ao esmalte dentário dos mesmos, dia após dia, camada sobre camada, até culminarem com o tártaro em si.
O tártaro tem um valor muito alto no quesito saúde, e não é só da boca dos animais não, e sim da saúde corpórea como um todo, assim como é em humanos. As bactérias que estão “por baixo” do tártaro, na placa bacteriana, estão em íntimo contato com a corrente sanguínea da gengiva, veiculando essas bactérias para todos os órgãos do corpo dos animais, trazendo prejuízos por si só, ou mesmo agravando e dificultando o tratamento de inúmeras patologias, por exemplo: Diabetes, Hiperadrenocorticismo, Cardiopatias, Hepatopatias, etc.
Ele é responsável por algo em torno de 80% dos processos infecciosos à nível de sistema digestivo dos animais, quadros de: vômitos, diarreias, cólicas, etc, sem causa conhecida, podem estar relacionados ao tártaro.
Um exame clínico cuidadoso e atento costuma ser o suficiente para o diagnóstico e o direcionamento quanto ao tratamento a ser adotado, alguns casos específicos requerem o uso de exames de imagem (raios x) ou mesmo laboratoriais.
Na maioria dos casos a tartarectomia, ou seja, a limpeza dos dentes e gengiva são o tratamento de escolha acompanhados do uso de antibióticos.
Observe sempre a gengiva e dentes de seus animais, fique atento ao odor da boca dos mesmos, procure seu veterinário de confiança ao menor sinal que descubra.
Lembre-se a saúde se inicia pela boca.



Fonte: http://avpgraficaejornal.com.br/layout/index.php/2019/04/15/tartaro-em-animais-de-companhia/






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